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Em seus trabalhos e entrevistas, Felício vem tentando desmistificar a
teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), isto é, o aquecimento do
planeta provocado pela intervenção do homem no equilíbrio da natureza. Para
ele, o aquecimento global que a mídia e uma porção de cientistas apregoam é uma
farsa, baseada em dados que não são, em nenhum aspecto, evidências.
Em carta aberta à presidenta Dilma Rousseff, o grupo de ambientalistas
que se opõem à corrente explica que há grandes equívocos quanto ao tema.
Segundo eles, o dióxido de carbono (CO2) não é a causa aparente de qualquer dos
eventos climáticos que o planeta esteja sofrendo. Além disso, o documento
explica que os aumentos de temperatura e do nível do mar são taxas
perfeitamente normais e que já tiveram precedentes muito piores durante a
história geológica do planeta, sem que houvesse qualquer ação humana presente.
Em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, irônico e cético,
Felício afirmou que a farsa do AGA serve apenas para alimentar a economia
especulativa da qual se utilizam, por exemplo, os mercados de crédito de carbono,
entre outras utilidades do alarmismo ambiental.
Segundo os cientistas da corrente contrária ao Aquecimento Global
Antropogênico, a prova de que o planeta não sofre de um aquecimento anormal é a
possibilidade de que, até 2030, a Terra experimente um período de resfriamento,
atribuído basicamente à baixa atividade solar e à queda de temperatura do
Oceano Pacífico. E, de todo modo, não é a primeira vez que esse fenômeno
acontece, visto que o planeta já passou por fase semelhante entre 1947 e 1976.
Sendo assim, a palavra de ordem é preparação, definida pelo conceito de
resiliência. As mudanças climáticas, segundo os cientistas, são fenômenos
naturais e não problemas, e as atitudes que devem ser tomadas em relação a isso
baseiam-se no conceito de preparação e adaptação do ser humano. O falso alarme
para o aquecimento global desvia a atenção do que é realmente importante nesse
sentido. Muito tempo e dinheiro são gastos em discussões de prevenção e
minimização de impactos que não influenciam diretamente na climatologia, e
pouco se faz pela flexibilidade de desenvolvimento e sustentação das
sociedades, segundo esses ambientalistas.
A polêmica entrevista de Felício a Jô Soares teve grande repercussão. O
público sentiu-se em dúvida entre a possibilidade de estar sendo alarmado pelo
sensacionalismo em torno do aquecimento global ou de que a teoria de que o
Aquecimento Global Antropogênico seja uma farsa levantada apenas por ceticismo
de uma corrente de cientistas a qual é atribuída pouca importância pela mídia.
Nesse sentido, a palestra de Ricardo Augusto Felício é a oportunidade
para ouvir os fundamentos que defende, esclarecer dúvidas e formar uma opinião
sobre quem detém a razão.

