quinta-feira, 31 de maio de 2012

Palestra de Ricardo Felício no São Paulo+20 abre espaço para ambientalistas que negam o Aquecimento Global

Por Camilla Lisboa



Reprodução
Neste sábado (2), às 14h30, o São Paulo +20 receberá nas Faculdades Integradas Rio Branco o professor da USP e climatologista Ricardo Augusto Felício, que fará parte da banca de palestrantes do evento.

Em seus trabalhos e entrevistas, Felício vem tentando desmistificar a teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), isto é, o aquecimento do planeta provocado pela intervenção do homem no equilíbrio da natureza. Para ele, o aquecimento global que a mídia e uma porção de cientistas apregoam é uma farsa, baseada em dados que não são, em nenhum aspecto, evidências.

Em carta aberta à presidenta Dilma Rousseff, o grupo de ambientalistas que se opõem à corrente explica que há grandes equívocos quanto ao tema. Segundo eles, o dióxido de carbono (CO2) não é a causa aparente de qualquer dos eventos climáticos que o planeta esteja sofrendo. Além disso, o documento explica que os aumentos de temperatura e do nível do mar são taxas perfeitamente normais e que já tiveram precedentes muito piores durante a história geológica do planeta, sem que houvesse qualquer ação humana presente.

Em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, irônico e cético, Felício afirmou que a farsa do AGA serve apenas para alimentar a economia especulativa da qual se utilizam, por exemplo, os mercados de crédito de carbono, entre outras utilidades do alarmismo ambiental.

Segundo os cientistas da corrente contrária ao Aquecimento Global Antropogênico, a prova de que o planeta não sofre de um aquecimento anormal é a possibilidade de que, até 2030, a Terra experimente um período de resfriamento, atribuído basicamente à baixa atividade solar e à queda de temperatura do Oceano Pacífico. E, de todo modo, não é a primeira vez que esse fenômeno acontece, visto que o planeta já passou por fase semelhante entre 1947 e 1976.

Sendo assim, a palavra de ordem é preparação, definida pelo conceito de resiliência. As mudanças climáticas, segundo os cientistas, são fenômenos naturais e não problemas, e as atitudes que devem ser tomadas em relação a isso baseiam-se no conceito de preparação e adaptação do ser humano. O falso alarme para o aquecimento global desvia a atenção do que é realmente importante nesse sentido. Muito tempo e dinheiro são gastos em discussões de prevenção e minimização de impactos que não influenciam diretamente na climatologia, e pouco se faz pela flexibilidade de desenvolvimento e sustentação das sociedades, segundo esses ambientalistas.

A polêmica entrevista de Felício a Jô Soares teve grande repercussão. O público sentiu-se em dúvida entre a possibilidade de estar sendo alarmado pelo sensacionalismo em torno do aquecimento global ou de que a teoria de que o Aquecimento Global Antropogênico seja uma farsa levantada apenas por ceticismo de uma corrente de cientistas a qual é atribuída pouca importância pela mídia.

Nesse sentido, a palestra de Ricardo Augusto Felício é a oportunidade para ouvir os fundamentos que defende, esclarecer dúvidas e formar uma opinião sobre quem detém a razão.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Principais cidades do mundo já discutem sobre políticas ambientais desde 2011

Por Rodolfo Grossi


Editado em 31 de maio de 2012, às 15h10


Em 2011, ocorreu na capital paulista C-40, evento no qual 40 prefeitos das cidades mais importantes do mundo se reuniram no Centro de Convenções do Ibirapuera para discutir sobre os efeitos do aquecimento e estratégias que foram utilizadas em suas cidades.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, discursou como é o desafio da maior cidade brasileira em frota de veículos automotores e como a poluição afeta a vida do paulistano.

A solução encontrada para que em longa data resolva uma parte do problema foi fazer com que os ônibus municipais aderissem a combustíveis alternativos, como o etanol e o biodiesel, além da renovação e reutilização dos ônibus elétricos, os trólebus. A São Paulo Transportes (SPTrans) chama esta iniciativa de EcoFrota.

Atualmente a EcoFrota da cidade de São Paulo conta com 1.200 ônibus movidos com uma mistura de 20% de biodiesel, 60 ônibus movidos a etanol e 190 trólebus, sendo 41 desses já foram reformados e estão em circulação.

A SPTrans informa em seu relatório anual que dos 15 mil ônibus da frota, 12.037 (ou 80%) já foram renovados.

Neste encontro, foi escrita uma carta para os delegados que participarão da RIO+20 discutirem sobre os rumos das políticas ambientais.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Por mudanças, projeto para cidades mais sustentáveis pressiona governos


Por Susan W. Ezard

De 01 a 03 de junho, o São Paulo+20 reunirá alunos para discutirem assuntos atuais relacionados ao meio ambiente. Um dos comitês formados será o de Cidades Sustentáveis e Atos Internacionais.

O crescimento desordenado da população, principalmente em áreas urbanas – onde 85% dos brasileiros vivem - ocasiona diversos problemas às pessoas e, também, à natureza. A grande concentração populacional em São Paulo, por exemplo, acelerou a polução de rios e do ar, causando diversos problemas a seus habitantes, e a falta de planejamento e infraestrutura para o transporte público atrai mais carros para as ruas, tornando andar pela cidade uma tarefa difícil. Por todas essas razões, surgiu o projeto “Cidades Sustentáveis”, iniciativa da Rede Social Brasileira por Cidades mais Justas e Sustentáveis, em conjunto com a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Ethos.


A ideia é fazer do Brasil um exemplo nas iniciativas para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e, para tal, o programa pede aos candidatos à prefeitura da capital que assinem uma “carta-compromisso”, afirmando que farão uso de políticas públicas sustentáveis como a ampliação das áreas verdes, despoluição dos rios, evolução da coleta seletiva de lixo, redução da poluição do ar, implantação de ciclovias, entre outros.

Para conhecer mais sobre o “Cidades Sustentáveis” e saber como partiticpar, acesse http://www.cidadessustentaveis.org.br/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Polêmico, Ricardo Felício confirma palestra no SP+20


Por Caio Colagrande

O professor e climatologista da Universidade de São Paulo, Ricardo Augusto Felício, confirmou sua participação no SP+20, organizado pelo RBMUN e pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Ele ministrará a palestra “A falácia da sustentabilidade legitimada pelo ‘Aquecimento Global’”, dia 02/06, às 14h30, no auditório das Faculdades Integradas Rio Branco.

Ricardo ficou recentemente conhecido por sua participação no Programa do Jô, da Rede Globo, na qual fez diversas afirmações que fogem do que a maior parte dos ambientalistas prega.  Segundo o estudioso, as informações que chegam até o cidadão são produzidas de acordo com os interesses de quem detém o mercado. “O efeito estufa é uma física impossível”, “o nível do mar continua no mesmo lugar” e “camada de ozônio não existe” foram algumas das frases que chamaram a atenção do público durante o bate-papo.

Para o SP+20, a expectativa é de apresentação de dados que comprovem o discurso de Felício que, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, reclamou do pouco espaço disponibilizado pelas revistas científicas para publicação de pesquisas alternativas.

Ricardo Augusto Felício, doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo e Mestre em Meteorologia pela mesma instituição, colabora em sites que defendem a "reeducação ambiental". Nos endereços www.fakeclimate.com e fakeclimate.wordpress.com, o internauta tem acesso aos argumentos utilizados por esses ambientalistas. Já em www.youtube.com/user/TVFakeClimate, é possível acompanhar o que sai na imprensa sobre o assunto.