Na tarde do segundo dia do São Paulo + 20, a palestra de
Ricardo Augusto Felício esquentou os ânimos, como prometia. O tema foi “A falácia
da sustentabilidade legitimada pelo ‘aquecimento global’”. O evento está sendo
transmitido, ao vivo, pela Radioweb Rio Branco.
Felício iniciou seu discurso construindo um raciocínio a
partir de teorias malthusianas, afirmando que tais teorias são retomadas hoje
com a finalidade de alardear a população e causar um medo sem fundamento.
Usando essa proposição, ele contestou o sistema de produção atual, dizendo que
a produção é baixa, o custo é alto e a demanda não é atendida, com exceção da
parcela da população que possui recursos financeiros.
Ainda segundo Felício, a farsa do
aquecimento global acoberta a intenção, por parte dos países desenvolvidos, de
frear o crescimento dos demais, já que, para ele, o crescimento sustentável
significa o não-crescimento.
Argumentando sobre o impacto do homem no planeta, Ricardo
explicou, em uma conta sem detalhes, que a população mundial, atualmente em sete
bilhões de pessoas, ocuparia um espaço de apenas 83 km², observando 1m² por
pessoa. Sendo assim, o planeta não sofre de problemas com o excesso de
população.
Felício sustentou veementemente durante toda a sua palestra
a teoria de que o ser humano, e as emissões de CO2 por ele geradas, não são
nocivos em escala global. Segundo sua apresentação, o efeito estufa é uma
física impossível, e as forças que alteram o clima não têm relação, em nenhum
aspecto, com o desenvolvimento industrial ou qualquer intervenção do homem. Ele
afirma que as alterações climáticas se devem a fatores como a atividade solar e
aos oceanos, além da troca de energia entre eles. Ricardo fez ainda comentários
muito polêmicos. Ele afirmou que “até um inseto emite mais CO2 do que o ser
humano”.
Logo após a apresentação de Ricardo Augusto Felício, o
arquiteto e urbanista Sérgio Martins utilizou sua experiência como secretário
na Câmara Municipal, além de viagens, para contrapor os argumentos da
apresentação anterior. Sérgio procurou ressaltar a degradação da qualidade de
vida e dos processos de desenvolvimento humano nas grandes cidades. Seu
discurso frisou ainda a importância do desenvolvimento sustentável como forma
de enfrentar problemas de ordem pública, como saúde, moradia e saneamento.
Ao final da fala de Martins, os participantes tiveram a
oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. Questionado quanto a uma
pesquisa que diz que o resíduo plástico está afetando a biodiversidade marinha
e se isso não se dá pela influência humana, Felício disse que há controvérsias
e que os dados da pesquisa devem ser contestados, já que alguns órgãos de
pesquisa também fazem parte do ciclo vicioso do fomento ao desenvolvimento
sustentável.
Ricardo Felício fechou o ciclo de palestras, iniciado na
sexta-feira com a participação de Gilmar Altamirano (da ONG Universidade da Água),
Rafael Moniko (Instituto Triângulo) e Giuliano Chaddoud, diretor do Comitê de
Jovens Empreendedores da FIESP (CJE), que sorteará, neste domingo, um lugar na delegação
do CJE que participará da Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho.
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