domingo, 3 de junho de 2012

Palestra de Ricardo Felício rebate os argumentos que apoiam o desenvolvimento sustentável

Por Camilla Lisboa

Na tarde do segundo dia do São Paulo + 20, a palestra de Ricardo Augusto Felício esquentou os ânimos, como prometia. O tema foi “A falácia da sustentabilidade legitimada pelo ‘aquecimento global’”. O evento está sendo transmitido, ao vivo, pela Radioweb Rio Branco.

Felício iniciou seu discurso construindo um raciocínio a partir de teorias malthusianas, afirmando que tais teorias são retomadas hoje com a finalidade de alardear a população e causar um medo sem fundamento. Usando essa proposição, ele contestou o sistema de produção atual, dizendo que a produção é baixa, o custo é alto e a demanda não é atendida, com exceção da parcela da população que possui recursos financeiros.
Ainda segundo Felício, a farsa do aquecimento global acoberta a intenção, por parte dos países desenvolvidos, de frear o crescimento dos demais, já que, para ele, o crescimento sustentável significa o não-crescimento.

Argumentando sobre o impacto do homem no planeta, Ricardo explicou, em uma conta sem detalhes, que a população mundial, atualmente em sete bilhões de pessoas, ocuparia um espaço de apenas 83 km², observando 1m² por pessoa. Sendo assim, o planeta não sofre de problemas com o excesso de população.
Felício sustentou veementemente durante toda a sua palestra a teoria de que o ser humano, e as emissões de CO2 por ele geradas, não são nocivos em escala global. Segundo sua apresentação, o efeito estufa é uma física impossível, e as forças que alteram o clima não têm relação, em nenhum aspecto, com o desenvolvimento industrial ou qualquer intervenção do homem. Ele afirma que as alterações climáticas se devem a fatores como a atividade solar e aos oceanos, além da troca de energia entre eles. Ricardo fez ainda comentários muito polêmicos. Ele afirmou que “até um inseto emite mais CO2 do que o ser humano”.

Logo após a apresentação de Ricardo Augusto Felício, o arquiteto e urbanista Sérgio Martins utilizou sua experiência como secretário na Câmara Municipal, além de viagens, para contrapor os argumentos da apresentação anterior. Sérgio procurou ressaltar a degradação da qualidade de vida e dos processos de desenvolvimento humano nas grandes cidades. Seu discurso frisou ainda a importância do desenvolvimento sustentável como forma de enfrentar problemas de ordem pública, como saúde, moradia e saneamento.

Ao final da fala de Martins, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. Questionado quanto a uma pesquisa que diz que o resíduo plástico está afetando a biodiversidade marinha e se isso não se dá pela influência humana, Felício disse que há controvérsias e que os dados da pesquisa devem ser contestados, já que alguns órgãos de pesquisa também fazem parte do ciclo vicioso do fomento ao desenvolvimento sustentável.

Ricardo Felício fechou o ciclo de palestras, iniciado na sexta-feira com a participação de Gilmar Altamirano (da ONG Universidade da Água), Rafael Moniko (Instituto Triângulo) e Giuliano Chaddoud, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores da FIESP (CJE), que sorteará, neste domingo, um lugar na delegação do CJE que participará da Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho.

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