Por Égon Rodrigues
Nesta manhã de domingo, 3 de junho, os delegados do Comitê "Cidades Sustentáveis" do São Paulo+20 finalizaram a discussão relacionada à Matriz Energética, com propostas das delegações do Brasil e da Dinamarca. As propostas apresentaram pontos complementares e foram unificadas.
A delegação do Brasil formulou uma nova proposta de desenvolvimento, visando estabelecer um estudo aprofundado de cada nação e de suas reais necessidades, com pesquisas avançadas. Após isto, as informações serão colhidas e cada nação representada buscará as condições adequadas para a aplicação de mudanças e de investimentos nas áreas correspondentes. A delegação do Brasil afirmou ainda que, neste processo, o Brasil pensará na melhor maneira de evitar custos altos e buscar tanto o plano nacional, por meio de projetos sociais, quanto o cenário de cooperação internacional.
A delegação da Dinamarca, por sua vez, propôs a divisão dos países em dois grupos. O primeiro, formado por aqueles que buscarão melhorias internamente, apenas. O segundo, formado por aqueles que desejam melhorar tanto internamente, quanto externamente. Para os dois casos, foi proposto que os países devem investir em fontes renováveis de energia, em educação ambiental, em pesquisas e em parcerias com Instituições para diminuir os custos.
Pela manhã, as discussões desviaram-se de seus respectivos focos, em alguns momentos, mas as delegações da Alemanha e da Dinamarca colaboraram para que as discussões retomassem o rumo adequado. Após o coffee break da manhã, todos os delegados começaram a redigir as resoluções, com base nesta 2 propostas do Brasil e da Dinamarca. A Dinamarca ressaltou que o objetivo de sua proposta é a mobilização internacional para o desenvolvimento sustentável e a cooperação dos países, de maneira que ninguém saia prejudicado.
Ao final das rodadas de negociação da manhã, a Resolução conjunta das delegações de Brasil e Dinamarca estipulou que em 2013 devem se iniciar as pesquisas e os países devem se adequar ao desenvolvimento sustentável. Até 2015, os Estados presentes na reunião devem ter um projeto concreto em mãos, verificando junto aos outros países a melhor forma de aplicabilidade, conforme necessidades e condições de cada um dos Estados. Em 2016, terão início as práticas relevantes apresentadas nos estudos. Será criada uma comissão de avaliação regida pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), para fiscalizar o cumprimento das metas. Já de 2019 a 2039, os países devem já apresentar um número significativo de mudanças e melhorias, tanto em suas respectivas nações, quanto em países que necessitam de recursos.
Isto finalizou as rodadas de negociações da manhã. Hoje à tarde, serão definidos os pontos importantes com relação ao Turismo Sustentável.
domingo, 3 de junho de 2012
Palestra sobre sacolas plásticas põe em debate economia, legislação e meio ambiente
Por Maryna Napolitano
Foi dado início ao segundo dia do
evento do São Paulo + 20, nas Faculdades
Integradas Rio Branco, que conta com uma sequência de palestras que simulam as negociações diplomáticas da Rio + 20.
O debate,
sobre proibição da venda e distribuição de sacolas plásticas, foi ministrado
pelo professor Ricardo Pastori, coordenador do núcleo de estudos sobre varejo
da ESPM e por Renata Marques Ferreira, professora de direito ambiental, que discutiram
durante cerca de uma hora e meia sobre a abolição das sacolas plásticas, partindo
de leis já sancionadas.
Em
sua palestra, Renata explicou que o Brasil implementa legislações do exterior que não condizem com a realidade do país. Em
São Paulo, por exemplo, a proibição não diminuiu o uso dessas sacolas e o
beneficiado foi o setor varejista, que reduziu em cerca de 450 milhões de reais
o orçamento mensal. Ferreira ressaltou que a proibição é inconstitucional e o
custo das sacolas foi apenas repassado ao consumidor. “Parar de distribuir a
sacola não tirará o planeta do sufoco, e sim a educação ambiental. As leis
brasileiras precisam ser voltadas para o ‘Brasil Real’, pobre, miserável e
desigual, não adianta querer trazer práticas europeias para o Brasil’”.
De
acordo com dados trazidos por Pastori, 5,5% do PIB brasileiro é obtido através
das atividades dos supermercados, e dessa porcentagem, cerca de 0,5% do faturamento
é gasto em embalagem, e cerca de 2% de todo o valor arrecadado é lucro.
Eliminando a despesa das sacolas plásticas, o setor obteve aumento na
lucratividade.
Para os convidados, sob
a ótica política, 2012 é um ano sugestivo devido às eleições que se aproximam
e, por isso, há um interesse da parte do prefeito em promover uma lei simpática
e que possa cativar os cidadãos.
De
acordo com o discurso de Pastori em relação à poluição, de fato as sacolas são
um agravante, porém a solução não é a eliminação do serviço, ou seja, os
parâmetros para justificar as medidas são equivocados e os responsáveis por
diminuir a miopia quanto a essas questões são os novos líderes.
Segundo os palestrantes, a maneira mais
adequada seria a regulamentação ambiental nos municípios, uma vez que eles têm a
autorização constitucional para legislar, de modo que os conceitos gerais
dessas leis sejam revistos. “A intenção não é prejudicar uma lei que beneficie
o meio ambiente, mas alertar o consumidor para a sua ausência enquanto
cidadão”, encerrou Renata.
Palestra de Ricardo Felício rebate os argumentos que apoiam o desenvolvimento sustentável
Por Camilla Lisboa
Na tarde do segundo dia do São Paulo + 20, a palestra de
Ricardo Augusto Felício esquentou os ânimos, como prometia. O tema foi “A falácia
da sustentabilidade legitimada pelo ‘aquecimento global’”. O evento está sendo
transmitido, ao vivo, pela Radioweb Rio Branco.
Felício iniciou seu discurso construindo um raciocínio a
partir de teorias malthusianas, afirmando que tais teorias são retomadas hoje
com a finalidade de alardear a população e causar um medo sem fundamento.
Usando essa proposição, ele contestou o sistema de produção atual, dizendo que
a produção é baixa, o custo é alto e a demanda não é atendida, com exceção da
parcela da população que possui recursos financeiros.
Ainda segundo Felício, a farsa do
aquecimento global acoberta a intenção, por parte dos países desenvolvidos, de
frear o crescimento dos demais, já que, para ele, o crescimento sustentável
significa o não-crescimento.
Argumentando sobre o impacto do homem no planeta, Ricardo
explicou, em uma conta sem detalhes, que a população mundial, atualmente em sete
bilhões de pessoas, ocuparia um espaço de apenas 83 km², observando 1m² por
pessoa. Sendo assim, o planeta não sofre de problemas com o excesso de
população.
Felício sustentou veementemente durante toda a sua palestra
a teoria de que o ser humano, e as emissões de CO2 por ele geradas, não são
nocivos em escala global. Segundo sua apresentação, o efeito estufa é uma
física impossível, e as forças que alteram o clima não têm relação, em nenhum
aspecto, com o desenvolvimento industrial ou qualquer intervenção do homem. Ele
afirma que as alterações climáticas se devem a fatores como a atividade solar e
aos oceanos, além da troca de energia entre eles. Ricardo fez ainda comentários
muito polêmicos. Ele afirmou que “até um inseto emite mais CO2 do que o ser
humano”.
Logo após a apresentação de Ricardo Augusto Felício, o
arquiteto e urbanista Sérgio Martins utilizou sua experiência como secretário
na Câmara Municipal, além de viagens, para contrapor os argumentos da
apresentação anterior. Sérgio procurou ressaltar a degradação da qualidade de
vida e dos processos de desenvolvimento humano nas grandes cidades. Seu
discurso frisou ainda a importância do desenvolvimento sustentável como forma
de enfrentar problemas de ordem pública, como saúde, moradia e saneamento.
Ao final da fala de Martins, os participantes tiveram a
oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. Questionado quanto a uma
pesquisa que diz que o resíduo plástico está afetando a biodiversidade marinha
e se isso não se dá pela influência humana, Felício disse que há controvérsias
e que os dados da pesquisa devem ser contestados, já que alguns órgãos de
pesquisa também fazem parte do ciclo vicioso do fomento ao desenvolvimento
sustentável.
Ricardo Felício fechou o ciclo de palestras, iniciado na
sexta-feira com a participação de Gilmar Altamirano (da ONG Universidade da Água),
Rafael Moniko (Instituto Triângulo) e Giuliano Chaddoud, diretor do Comitê de
Jovens Empreendedores da FIESP (CJE), que sorteará, neste domingo, um lugar na delegação
do CJE que participará da Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Proibição das sacolas plásticas será tema de palestra no São Paulo + 20
Por Caio Colagrande
A lei que proibiu a distribuição gratuita das sacolas
plásticas em estabelecimentos comerciais ainda gera muita discussão na cidade
de São Paulo. Por isso, no dia 02/06, acontece a palestra “‘Sacolinhas
plásticas’: perspectivas ambientais, comerciais e jurídicas”, no auditório das
Faculdades Integradas Rio Branco (FRB), às 9h. O tema será tratado pela
professora de Direito Ambiental das FRB, Renata Marques Ferreira, e pelo coordenador
do núcleo de estudos sobre varejo da ESPM, Ricardo Pastore.
A medida, que foi sancionada em 2011 e entrou em vigor neste
ano, tornou-se alvo de críticas tanto por parte de supermercados quanto de
consumidores, que reclamaram da falta de outros meios para se transportar as
compras. Por outro lado, os ambientalistas e clientes mais preocupados com a
proteção ao meio ambiente comemoraram a aprovação da lei. A partir de 2012, os
estabelecimentos comerciais não podem mais distribuir as sacolas plásticas, e
as pessoas precisam, assim, encontrar outros meios de levar os produtos para
casa.
Por essa razão, o Procon lançou nota, em fevereiro,
afirmando que “na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa
concluir sua compra, fruindo de maneira adequada o serviço, o estabelecimento
deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável”. Assim, é comum ver
caixas de papelão lotadas de produtos saindo das lojas.
A palestra deste sábado abordará a questão através de
diferentes pontos de vista, e poderá trazer algumas soluções a algo que, para
muita gente, ficou marcado como problema.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Palestra de Ricardo Felício no São Paulo+20 abre espaço para ambientalistas que negam o Aquecimento Global
Por Camilla Lisboa
Neste sábado (2), às 14h30, o São Paulo +20 receberá nas Faculdades
Integradas Rio Branco o professor da USP e climatologista Ricardo Augusto
Felício, que fará parte da banca de palestrantes do evento.
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| Reprodução |
Em seus trabalhos e entrevistas, Felício vem tentando desmistificar a
teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), isto é, o aquecimento do
planeta provocado pela intervenção do homem no equilíbrio da natureza. Para
ele, o aquecimento global que a mídia e uma porção de cientistas apregoam é uma
farsa, baseada em dados que não são, em nenhum aspecto, evidências.
Em carta aberta à presidenta Dilma Rousseff, o grupo de ambientalistas
que se opõem à corrente explica que há grandes equívocos quanto ao tema.
Segundo eles, o dióxido de carbono (CO2) não é a causa aparente de qualquer dos
eventos climáticos que o planeta esteja sofrendo. Além disso, o documento
explica que os aumentos de temperatura e do nível do mar são taxas
perfeitamente normais e que já tiveram precedentes muito piores durante a
história geológica do planeta, sem que houvesse qualquer ação humana presente.
Em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, irônico e cético,
Felício afirmou que a farsa do AGA serve apenas para alimentar a economia
especulativa da qual se utilizam, por exemplo, os mercados de crédito de carbono,
entre outras utilidades do alarmismo ambiental.
Segundo os cientistas da corrente contrária ao Aquecimento Global
Antropogênico, a prova de que o planeta não sofre de um aquecimento anormal é a
possibilidade de que, até 2030, a Terra experimente um período de resfriamento,
atribuído basicamente à baixa atividade solar e à queda de temperatura do
Oceano Pacífico. E, de todo modo, não é a primeira vez que esse fenômeno
acontece, visto que o planeta já passou por fase semelhante entre 1947 e 1976.
Sendo assim, a palavra de ordem é preparação, definida pelo conceito de
resiliência. As mudanças climáticas, segundo os cientistas, são fenômenos
naturais e não problemas, e as atitudes que devem ser tomadas em relação a isso
baseiam-se no conceito de preparação e adaptação do ser humano. O falso alarme
para o aquecimento global desvia a atenção do que é realmente importante nesse
sentido. Muito tempo e dinheiro são gastos em discussões de prevenção e
minimização de impactos que não influenciam diretamente na climatologia, e
pouco se faz pela flexibilidade de desenvolvimento e sustentação das
sociedades, segundo esses ambientalistas.
A polêmica entrevista de Felício a Jô Soares teve grande repercussão. O
público sentiu-se em dúvida entre a possibilidade de estar sendo alarmado pelo
sensacionalismo em torno do aquecimento global ou de que a teoria de que o
Aquecimento Global Antropogênico seja uma farsa levantada apenas por ceticismo
de uma corrente de cientistas a qual é atribuída pouca importância pela mídia.
Nesse sentido, a palestra de Ricardo Augusto Felício é a oportunidade
para ouvir os fundamentos que defende, esclarecer dúvidas e formar uma opinião
sobre quem detém a razão.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Principais cidades do mundo já discutem sobre políticas ambientais desde 2011
Por Rodolfo Grossi
Editado em 31 de maio de 2012, às 15h10
Editado em 31 de maio de 2012, às 15h10
Em 2011, ocorreu na capital paulista C-40, evento no qual 40 prefeitos das cidades mais importantes do mundo se reuniram no Centro de Convenções do Ibirapuera para discutir sobre os efeitos do aquecimento e estratégias que foram utilizadas em suas cidades.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, discursou como
é o desafio da maior cidade brasileira em frota de veículos automotores e como
a poluição afeta a vida do paulistano.
Atualmente a EcoFrota da cidade de São Paulo conta com 1.200 ônibus movidos com uma mistura de 20% de biodiesel, 60 ônibus movidos a etanol e 190 trólebus, sendo 41 desses já foram reformados e estão em circulação.
A SPTrans informa em seu relatório anual que dos 15 mil
ônibus da frota, 12.037 (ou 80%) já foram renovados.
Neste encontro, foi escrita uma carta para os delegados
que participarão da RIO+20 discutirem sobre os rumos das políticas ambientais.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Por mudanças, projeto para cidades mais sustentáveis pressiona governos
Por Susan W. Ezard
De 01 a 03 de junho, o
São Paulo+20 reunirá alunos para discutirem assuntos atuais relacionados ao
meio ambiente. Um dos comitês formados será o de Cidades Sustentáveis e Atos
Internacionais.
O crescimento
desordenado da população, principalmente em áreas urbanas – onde 85% dos
brasileiros vivem - ocasiona diversos problemas às pessoas e, também, à
natureza. A grande concentração populacional em São Paulo, por exemplo,
acelerou a polução de rios e do ar, causando diversos problemas a seus
habitantes, e a falta de planejamento e infraestrutura para o transporte público
atrai mais carros para as ruas, tornando andar pela cidade uma tarefa difícil. Por todas essas
razões, surgiu o projeto “Cidades Sustentáveis”, iniciativa da Rede Social
Brasileira por Cidades mais Justas e Sustentáveis, em conjunto com a Rede Nossa
São Paulo e o Instituto Ethos.
A ideia é fazer do
Brasil um exemplo nas iniciativas para o desenvolvimento de cidades mais
sustentáveis e, para tal, o programa pede aos candidatos à prefeitura da
capital que assinem uma “carta-compromisso”, afirmando que farão uso de políticas
públicas sustentáveis como a ampliação das áreas verdes, despoluição dos rios, evolução
da coleta seletiva de lixo, redução da poluição do ar, implantação de ciclovias,
entre outros.
Para conhecer mais
sobre o “Cidades Sustentáveis” e saber como partiticpar, acesse http://www.cidadessustentaveis.org.br/
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