domingo, 3 de junho de 2012

Comitê de Cidades Sustentáveis define propostas para o tema "Matriz Energética"

Por Égon Rodrigues

Nesta manhã de domingo, 3 de junho, os delegados do Comitê "Cidades Sustentáveis" do São Paulo+20 finalizaram a discussão relacionada à Matriz Energética, com propostas das delegações do Brasil e da Dinamarca. As propostas apresentaram pontos complementares e foram unificadas.

A delegação do Brasil formulou uma nova proposta de desenvolvimento, visando estabelecer um estudo aprofundado de cada nação e de suas reais necessidades, com pesquisas avançadas. Após isto, as informações serão colhidas e cada nação representada buscará as condições adequadas para a aplicação de mudanças e de investimentos nas áreas correspondentes. A delegação do Brasil afirmou ainda que, neste processo, o Brasil pensará na melhor maneira de evitar custos altos e buscar tanto o plano nacional, por meio de projetos sociais, quanto o cenário de cooperação internacional.

A delegação da Dinamarca, por sua vez, propôs a divisão dos países em dois grupos. O primeiro, formado por aqueles que buscarão melhorias internamente, apenas. O segundo, formado por aqueles que desejam melhorar tanto internamente, quanto externamente. Para os dois casos, foi proposto que os países devem investir em fontes renováveis de energia, em educação ambiental, em pesquisas e em parcerias com Instituições para diminuir os custos.

Pela manhã, as discussões desviaram-se de seus respectivos focos, em alguns momentos, mas as delegações da Alemanha e da Dinamarca colaboraram para que as discussões retomassem o rumo adequado. Após o coffee break da manhã, todos os delegados começaram a redigir as resoluções, com base nesta 2 propostas do Brasil e da Dinamarca. A Dinamarca ressaltou que o objetivo de sua proposta é a mobilização internacional para o desenvolvimento sustentável e a cooperação dos países, de maneira que ninguém saia prejudicado.

Ao final das rodadas de negociação da manhã, a Resolução conjunta das delegações de Brasil e Dinamarca estipulou que em 2013 devem se iniciar as pesquisas e os países devem se adequar ao desenvolvimento sustentável. Até 2015, os Estados presentes na reunião devem ter um projeto concreto em mãos, verificando junto aos outros países a melhor forma de aplicabilidade, conforme necessidades e condições de cada um dos Estados. Em 2016, terão início as práticas relevantes apresentadas nos estudos. Será criada uma comissão de avaliação regida pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), para fiscalizar o cumprimento das metas. Já de 2019 a 2039, os países devem já apresentar um número significativo de mudanças e melhorias, tanto em suas respectivas nações, quanto em países que necessitam de recursos.

Isto finalizou as rodadas de negociações da manhã. Hoje à tarde, serão definidos os pontos importantes com relação ao Turismo Sustentável.

Palestra sobre sacolas plásticas põe em debate economia, legislação e meio ambiente


Por Maryna Napolitano

Foi dado início ao segundo dia do evento do São Paulo + 20, nas Faculdades Integradas Rio Branco, que conta com uma sequência de palestras que  simulam as negociações diplomáticas da Rio + 20.

O debate, sobre proibição da venda e distribuição de sacolas plásticas, foi ministrado pelo professor Ricardo Pastori, coordenador do núcleo de estudos sobre varejo da ESPM e por Renata Marques Ferreira, professora de direito ambiental, que discutiram durante cerca de uma hora e meia sobre a abolição das sacolas plásticas, partindo de leis já sancionadas.

Em sua palestra, Renata explicou que o Brasil implementa legislações do exterior  que não condizem com a realidade do país. Em São Paulo, por exemplo, a proibição não diminuiu o uso dessas sacolas e o beneficiado foi o setor varejista, que reduziu em cerca de 450 milhões de reais o orçamento mensal. Ferreira ressaltou que a proibição é inconstitucional e o custo das sacolas foi apenas repassado ao consumidor. “Parar de distribuir a sacola não tirará o planeta do sufoco, e sim a educação ambiental. As leis brasileiras precisam ser voltadas para o ‘Brasil Real’, pobre, miserável e desigual, não adianta querer trazer práticas europeias para o Brasil’”.

De acordo com dados trazidos por Pastori, 5,5% do PIB brasileiro é obtido através das atividades dos supermercados, e dessa porcentagem, cerca de 0,5% do faturamento é gasto em embalagem, e cerca de 2% de todo o valor arrecadado é lucro. Eliminando a despesa das sacolas plásticas, o setor obteve aumento na lucratividade.

Para os convidados, sob a ótica política, 2012 é um ano sugestivo devido às eleições que se aproximam e, por isso, há um interesse da parte do prefeito em promover uma lei simpática e que possa cativar os cidadãos.

De acordo com o discurso de Pastori em relação à poluição, de fato as sacolas são um agravante, porém a solução não é a eliminação do serviço, ou seja, os parâmetros para justificar as medidas são equivocados e os responsáveis por diminuir a miopia quanto a essas questões são os novos líderes.

 Segundo os palestrantes, a maneira mais adequada seria a regulamentação ambiental nos municípios, uma vez que eles têm a autorização constitucional para legislar, de modo que os conceitos gerais dessas leis sejam revistos. “A intenção não é prejudicar uma lei que beneficie o meio ambiente, mas alertar o consumidor para a sua ausência enquanto cidadão”, encerrou Renata.

Palestra de Ricardo Felício rebate os argumentos que apoiam o desenvolvimento sustentável

Por Camilla Lisboa

Na tarde do segundo dia do São Paulo + 20, a palestra de Ricardo Augusto Felício esquentou os ânimos, como prometia. O tema foi “A falácia da sustentabilidade legitimada pelo ‘aquecimento global’”. O evento está sendo transmitido, ao vivo, pela Radioweb Rio Branco.

Felício iniciou seu discurso construindo um raciocínio a partir de teorias malthusianas, afirmando que tais teorias são retomadas hoje com a finalidade de alardear a população e causar um medo sem fundamento. Usando essa proposição, ele contestou o sistema de produção atual, dizendo que a produção é baixa, o custo é alto e a demanda não é atendida, com exceção da parcela da população que possui recursos financeiros.
Ainda segundo Felício, a farsa do aquecimento global acoberta a intenção, por parte dos países desenvolvidos, de frear o crescimento dos demais, já que, para ele, o crescimento sustentável significa o não-crescimento.

Argumentando sobre o impacto do homem no planeta, Ricardo explicou, em uma conta sem detalhes, que a população mundial, atualmente em sete bilhões de pessoas, ocuparia um espaço de apenas 83 km², observando 1m² por pessoa. Sendo assim, o planeta não sofre de problemas com o excesso de população.
Felício sustentou veementemente durante toda a sua palestra a teoria de que o ser humano, e as emissões de CO2 por ele geradas, não são nocivos em escala global. Segundo sua apresentação, o efeito estufa é uma física impossível, e as forças que alteram o clima não têm relação, em nenhum aspecto, com o desenvolvimento industrial ou qualquer intervenção do homem. Ele afirma que as alterações climáticas se devem a fatores como a atividade solar e aos oceanos, além da troca de energia entre eles. Ricardo fez ainda comentários muito polêmicos. Ele afirmou que “até um inseto emite mais CO2 do que o ser humano”.

Logo após a apresentação de Ricardo Augusto Felício, o arquiteto e urbanista Sérgio Martins utilizou sua experiência como secretário na Câmara Municipal, além de viagens, para contrapor os argumentos da apresentação anterior. Sérgio procurou ressaltar a degradação da qualidade de vida e dos processos de desenvolvimento humano nas grandes cidades. Seu discurso frisou ainda a importância do desenvolvimento sustentável como forma de enfrentar problemas de ordem pública, como saúde, moradia e saneamento.

Ao final da fala de Martins, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. Questionado quanto a uma pesquisa que diz que o resíduo plástico está afetando a biodiversidade marinha e se isso não se dá pela influência humana, Felício disse que há controvérsias e que os dados da pesquisa devem ser contestados, já que alguns órgãos de pesquisa também fazem parte do ciclo vicioso do fomento ao desenvolvimento sustentável.

Ricardo Felício fechou o ciclo de palestras, iniciado na sexta-feira com a participação de Gilmar Altamirano (da ONG Universidade da Água), Rafael Moniko (Instituto Triângulo) e Giuliano Chaddoud, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores da FIESP (CJE), que sorteará, neste domingo, um lugar na delegação do CJE que participará da Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Proibição das sacolas plásticas será tema de palestra no São Paulo + 20

Por Caio Colagrande



A lei que proibiu a distribuição gratuita das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais ainda gera muita discussão na cidade de São Paulo. Por isso, no dia 02/06, acontece a palestra “‘Sacolinhas plásticas’: perspectivas ambientais, comerciais e jurídicas”, no auditório das Faculdades Integradas Rio Branco (FRB), às 9h. O tema será tratado pela professora de Direito Ambiental das FRB, Renata Marques Ferreira, e pelo coordenador do núcleo de estudos sobre varejo da ESPM, Ricardo Pastore.

A medida, que foi sancionada em 2011 e entrou em vigor neste ano, tornou-se alvo de críticas tanto por parte de supermercados quanto de consumidores, que reclamaram da falta de outros meios para se transportar as compras. Por outro lado, os ambientalistas e clientes mais preocupados com a proteção ao meio ambiente comemoraram a aprovação da lei. A partir de 2012, os estabelecimentos comerciais não podem mais distribuir as sacolas plásticas, e as pessoas precisam, assim, encontrar outros meios de levar os produtos para casa.

Por essa razão, o Procon lançou nota, em fevereiro, afirmando que “na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa concluir sua compra, fruindo de maneira adequada o serviço, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável”. Assim, é comum ver caixas de papelão lotadas de produtos saindo das lojas.

A palestra deste sábado abordará a questão através de diferentes pontos de vista, e poderá trazer algumas soluções a algo que, para muita gente, ficou marcado como problema.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Palestra de Ricardo Felício no São Paulo+20 abre espaço para ambientalistas que negam o Aquecimento Global

Por Camilla Lisboa



Reprodução
Neste sábado (2), às 14h30, o São Paulo +20 receberá nas Faculdades Integradas Rio Branco o professor da USP e climatologista Ricardo Augusto Felício, que fará parte da banca de palestrantes do evento.

Em seus trabalhos e entrevistas, Felício vem tentando desmistificar a teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), isto é, o aquecimento do planeta provocado pela intervenção do homem no equilíbrio da natureza. Para ele, o aquecimento global que a mídia e uma porção de cientistas apregoam é uma farsa, baseada em dados que não são, em nenhum aspecto, evidências.

Em carta aberta à presidenta Dilma Rousseff, o grupo de ambientalistas que se opõem à corrente explica que há grandes equívocos quanto ao tema. Segundo eles, o dióxido de carbono (CO2) não é a causa aparente de qualquer dos eventos climáticos que o planeta esteja sofrendo. Além disso, o documento explica que os aumentos de temperatura e do nível do mar são taxas perfeitamente normais e que já tiveram precedentes muito piores durante a história geológica do planeta, sem que houvesse qualquer ação humana presente.

Em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, irônico e cético, Felício afirmou que a farsa do AGA serve apenas para alimentar a economia especulativa da qual se utilizam, por exemplo, os mercados de crédito de carbono, entre outras utilidades do alarmismo ambiental.

Segundo os cientistas da corrente contrária ao Aquecimento Global Antropogênico, a prova de que o planeta não sofre de um aquecimento anormal é a possibilidade de que, até 2030, a Terra experimente um período de resfriamento, atribuído basicamente à baixa atividade solar e à queda de temperatura do Oceano Pacífico. E, de todo modo, não é a primeira vez que esse fenômeno acontece, visto que o planeta já passou por fase semelhante entre 1947 e 1976.

Sendo assim, a palavra de ordem é preparação, definida pelo conceito de resiliência. As mudanças climáticas, segundo os cientistas, são fenômenos naturais e não problemas, e as atitudes que devem ser tomadas em relação a isso baseiam-se no conceito de preparação e adaptação do ser humano. O falso alarme para o aquecimento global desvia a atenção do que é realmente importante nesse sentido. Muito tempo e dinheiro são gastos em discussões de prevenção e minimização de impactos que não influenciam diretamente na climatologia, e pouco se faz pela flexibilidade de desenvolvimento e sustentação das sociedades, segundo esses ambientalistas.

A polêmica entrevista de Felício a Jô Soares teve grande repercussão. O público sentiu-se em dúvida entre a possibilidade de estar sendo alarmado pelo sensacionalismo em torno do aquecimento global ou de que a teoria de que o Aquecimento Global Antropogênico seja uma farsa levantada apenas por ceticismo de uma corrente de cientistas a qual é atribuída pouca importância pela mídia.

Nesse sentido, a palestra de Ricardo Augusto Felício é a oportunidade para ouvir os fundamentos que defende, esclarecer dúvidas e formar uma opinião sobre quem detém a razão.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Principais cidades do mundo já discutem sobre políticas ambientais desde 2011

Por Rodolfo Grossi


Editado em 31 de maio de 2012, às 15h10


Em 2011, ocorreu na capital paulista C-40, evento no qual 40 prefeitos das cidades mais importantes do mundo se reuniram no Centro de Convenções do Ibirapuera para discutir sobre os efeitos do aquecimento e estratégias que foram utilizadas em suas cidades.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, discursou como é o desafio da maior cidade brasileira em frota de veículos automotores e como a poluição afeta a vida do paulistano.

A solução encontrada para que em longa data resolva uma parte do problema foi fazer com que os ônibus municipais aderissem a combustíveis alternativos, como o etanol e o biodiesel, além da renovação e reutilização dos ônibus elétricos, os trólebus. A São Paulo Transportes (SPTrans) chama esta iniciativa de EcoFrota.

Atualmente a EcoFrota da cidade de São Paulo conta com 1.200 ônibus movidos com uma mistura de 20% de biodiesel, 60 ônibus movidos a etanol e 190 trólebus, sendo 41 desses já foram reformados e estão em circulação.

A SPTrans informa em seu relatório anual que dos 15 mil ônibus da frota, 12.037 (ou 80%) já foram renovados.

Neste encontro, foi escrita uma carta para os delegados que participarão da RIO+20 discutirem sobre os rumos das políticas ambientais.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Por mudanças, projeto para cidades mais sustentáveis pressiona governos


Por Susan W. Ezard

De 01 a 03 de junho, o São Paulo+20 reunirá alunos para discutirem assuntos atuais relacionados ao meio ambiente. Um dos comitês formados será o de Cidades Sustentáveis e Atos Internacionais.

O crescimento desordenado da população, principalmente em áreas urbanas – onde 85% dos brasileiros vivem - ocasiona diversos problemas às pessoas e, também, à natureza. A grande concentração populacional em São Paulo, por exemplo, acelerou a polução de rios e do ar, causando diversos problemas a seus habitantes, e a falta de planejamento e infraestrutura para o transporte público atrai mais carros para as ruas, tornando andar pela cidade uma tarefa difícil. Por todas essas razões, surgiu o projeto “Cidades Sustentáveis”, iniciativa da Rede Social Brasileira por Cidades mais Justas e Sustentáveis, em conjunto com a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Ethos.


A ideia é fazer do Brasil um exemplo nas iniciativas para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e, para tal, o programa pede aos candidatos à prefeitura da capital que assinem uma “carta-compromisso”, afirmando que farão uso de políticas públicas sustentáveis como a ampliação das áreas verdes, despoluição dos rios, evolução da coleta seletiva de lixo, redução da poluição do ar, implantação de ciclovias, entre outros.

Para conhecer mais sobre o “Cidades Sustentáveis” e saber como partiticpar, acesse http://www.cidadessustentaveis.org.br/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Polêmico, Ricardo Felício confirma palestra no SP+20


Por Caio Colagrande

O professor e climatologista da Universidade de São Paulo, Ricardo Augusto Felício, confirmou sua participação no SP+20, organizado pelo RBMUN e pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Ele ministrará a palestra “A falácia da sustentabilidade legitimada pelo ‘Aquecimento Global’”, dia 02/06, às 14h30, no auditório das Faculdades Integradas Rio Branco.

Ricardo ficou recentemente conhecido por sua participação no Programa do Jô, da Rede Globo, na qual fez diversas afirmações que fogem do que a maior parte dos ambientalistas prega.  Segundo o estudioso, as informações que chegam até o cidadão são produzidas de acordo com os interesses de quem detém o mercado. “O efeito estufa é uma física impossível”, “o nível do mar continua no mesmo lugar” e “camada de ozônio não existe” foram algumas das frases que chamaram a atenção do público durante o bate-papo.

Para o SP+20, a expectativa é de apresentação de dados que comprovem o discurso de Felício que, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, reclamou do pouco espaço disponibilizado pelas revistas científicas para publicação de pesquisas alternativas.

Ricardo Augusto Felício, doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo e Mestre em Meteorologia pela mesma instituição, colabora em sites que defendem a "reeducação ambiental". Nos endereços www.fakeclimate.com e fakeclimate.wordpress.com, o internauta tem acesso aos argumentos utilizados por esses ambientalistas. Já em www.youtube.com/user/TVFakeClimate, é possível acompanhar o que sai na imprensa sobre o assunto.



domingo, 22 de abril de 2012

No Dia da Terra, protesto contra alterações no Código Florestal

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

22/04/2012 | 14h14 | Meio ambiente

Um grupo de ambientalistas promoveu no fim da manhã de hoje (22), no Rio de Janeiro, um ato simbólico para marcar o Dia da Terra. Eles estenderam faixas e cartazes na areia da Praia de Copacabana em protesto contra a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Organizada pelo Comitê Fluminense pelas Florestas, com apoio do Grupo de Trabalho do Rio de Janeiro de Mobilização para a Cúpula dos Povos (GT Rio) e da organização não governamental (ONG) Greenpeace, a manifestação seria uma passeata pela orla de Copacabana. Mas, por causa da chuva que atinge a capital fluminense neste domingo, no entanto, o grupo decidiu transferir o protesto para a área em frente ao Hotel Copacabana Palace e marcar um novo dia para promover a Marcha pelo Meio Ambiente. A data da marcha ainda será definida.

Para uma das organizadoras do movimento, Elzimar Gomes da Silva, apesar de a chuva ter atrapalhado os planos iniciais do grupo, o protesto foi importante para alertar os cidadãos sobre essas questões. “Precisamos continuar a luta para mobilizar a população e mostrar que queremos um Código Florestal melhor, que respeite o campo. As manobras políticas e a maneira como o meio ambiente está sendo desconsiderado são questões relevantes. Do jeito que está, o código autoriza a ocupação em manguezal, em topo de morro e várias outras questões que são prejudiciais ao meio ambiente”, explicou.

A coordenadora do grupo de voluntários do Greenpeace no Rio, Vânia Stolze, que também participou do protesto, criticou a decisão do relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), de retirar do texto aprovado pelo Senado o Artigo 62, referente às áreas de preservação permanente (APPs) às margens de rios, que, segundo o deputado, trata-se de um assunto que deve ser abordado em outro momento, por meio de projeto de lei ou medida provisória.

“É escandaloso ter a margem dos rios desprotegida. O Brasil precisa da sua água, toda a nossa geração de energia é feita praticamente a partir de hidrelétricas. As alterações propostas no relatório geram um retrocesso muito grande”, opinou. Vânia Stolze disse ainda que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é “muito preocupante” pelo impacto ambiental “sem medida” que gera.

“A energia elétrica que será gerada não vai favorecer o Sudeste, que é quem mais precisa no país, mas as siderúrgicas que estão instaladas lá perto. Além disso, há questões como o desvio do Rio Xingu e a retirada de um enorme volume de terra para a sua construção, que vão gerar desmatamentos e outras consequências sobre as quais nem temos noção”.

Vânia lamentou ainda que o Brasil não tenha resolvido essas questões antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20. “Os ambientalistas estão muito desanimados porque, com a realização da conferência, o mundo todo vira os olhos para cá. O país pode se desenvolver, mas sem agredir tanto o meio ambiente”, disse.

Da Agência Brasil

Ambientalistas festejam Dia da Terra com protesto

Portal Terra

Um grupo de ambientalistas promoveu no fim da manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, um ato simbólico para marcar o Dia da Terra. Eles estenderam faixas e cartazes na areia da Praia de Copacabana em protesto contra a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Organizada pelo Comitê Fluminense pelas Florestas, com apoio do Grupo de Trabalho do Rio de Janeiro de Mobilização para a Cúpula dos Povos (GT Rio) e da organização não governamental (ONG) Greenpeace, a manifestação seria uma passeata pela orla de Copacabana. Mas, por causa da chuva que atinge a capital fluminense, no entanto, o grupo decidiu transferir o protesto para a área em frente ao Hotel Copacabana Palace e marcar um novo dia para promover a Marcha pelo Meio Ambiente. A data da marcha ainda será definida.

Para uma das organizadoras do movimento, Elzimar Gomes da Silva, apesar de a chuva ter atrapalhado os planos iniciais do grupo, o protesto foi importante para alertar os cidadãos sobre essas questões. "Precisamos continuar a luta para mobilizar a população e mostrar que queremos um Código Florestal melhor, que respeite o campo. As manobras políticas e a maneira como o meio ambiente está sendo desconsiderado são questões relevantes. Do jeito que está, o código autoriza a ocupação em manguezal, em topo de morro e várias outras questões que são prejudiciais ao meio ambiente", explicou.

A coordenadora do grupo de voluntários do Greenpeace no Rio, Vânia Stolze, que também participou do protesto, criticou a decisão do relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), de retirar do texto aprovado pelo Senado o Artigo 62, referente às áreas de preservação permanente (APPs) às margens de rios, que, segundo o deputado, trata-se de um assunto que deve ser abordado em outro momento, por meio de projeto de lei ou medida provisória. "É escandaloso ter a margem dos rios desprotegida. O Brasil precisa da sua água, toda a nossa geração de energia é feita praticamente a partir de hidrelétricas. As alterações propostas no relatório geram um retrocesso muito grande", opinou.

Vânia Stolze disse ainda que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é "muito preocupante" pelo impacto ambiental "sem medida" que gera. "A energia elétrica que será gerada não vai favorecer o Sudeste, que é quem mais precisa no país, mas as siderúrgicas que estão instaladas lá perto. Além disso, há questões como o desvio do Rio Xingu e a retirada de um enorme volume de terra para a sua construção, que vão gerar desmatamentos e outras consequências sobre as quais nem temos noção".

Vânia lamentou ainda que o Brasil não tenha resolvido essas questões antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "Os ambientalistas estão muito desanimados porque, com a realização da conferência, o mundo todo vira os olhos para cá. O País pode se desenvolver, mas sem agredir tanto o meio ambiente", disse.

Também foram programados protestos em outras cidades do País. Em Brasília, a organização não governamental ambientalista WWF programou um voo do balão da ONG na Esplanada dos Ministérios, no coração da capital do País. O balão é famoso por estampar um urso-panda, logomarca da WWF. A esplanada concentra a programação do aniversário de 52 anos de Brasília.

Google "se transforma" em flor para comemorar Dia da Terra

Portal Terra

O logo do Google, conhecido como doodle, se transforma em flores para comemorar o Dia da Terra, neste domingo. A data seguida pelo Google foi criada pelo senador americano Gaylord Nelson, em 22 de abril de 1970.

O dia tem como objetivo resgatar a consciência e direcioná-la para problemas de contaminação e conservação da biodiversidade no planeta.

Os doodles do Google
O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do logo na página inicial do site de buscas. O primeiro doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam participando do Burning Man, um festival de contracultura realizado anualmente nos Estados Unidos. O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. Já foram criados mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.